quarta-feira, 18 de junho de 2014

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Espanha tropeça novamente e é eliminada da Copa

Tivesse o Maracanã nascido para silêncios, seria possível escutar, depois de Vargas fazer o primeiro gol do Chile, aos 19 minutos do primeiro tempo, o barulhinho de uma bomba-relógio fazendo a contagem regressiva para a implosão da grande campeã do mundo: tic-tac, tic-tac, tic-tac; ou melhor: tik-taka, tik-taka, tik-taka. Com vitória de 2 a 0 na tarde desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, o Chile se garantiu junto com a Holanda nas oitavas de final daCopa do Mundo, dinamitou a Espanha e tremeu as bases de uma filosofia de futebol. Mandou o melhor time do planeta dos últimos anos de volta para casa e deu ares de capítulo final ao estilo (encantador para tantos, chato para outros) da Fúria  - o chamado tik-taka, alicerçado em muita posse de bola, em toques curtos e rápidos, em movimentação constante, em trocas de posições.
Com os gols de Vargas e Aránguiz, ainda na etapa inicial, ruiu o tik-taka, ruiu a Espanha, ruíram heróis históricos, como Casillas e Xavi (que nem titular foi). Ruiu Diego Costa, o brasileiro que escolheu defender outra pátria e tentou, em vão, deixar a equipe mais goleadora. É prematuro (até injusto) dizer que a Espanha acabou, que agora ela retoma sua rotina de coadjuvante. Ela deixou um legado e segue com jogadores muitobons. Mas entre a goleada de 5 a 1 para a Holanda na Fonte Nova e a derrota de 2 a 0 para o Chile no Maracanã, algo parece mudar na ordem mundial da bola.
Vargas comemora gol Chile x Espanha (Foto: Reuters)Vargas comemora, espanhóis lamentam: Chile classificado no Maracanã (Foto: Reuters)
O Chile, heroico, histórico, ganhou no campo e nas arquibancadas. Teve o Maracanã todo para si – como se estivesse em Santiago. Milhares de chilenos emocionaram-se ao repetir o gesto dos brasileiros e cantar a segunda parte do hino nacional à capela. Gritaram o tempo todo. Apoiaram sem parar. Agora, buscam um sonho maior, um inédito título mundial. Para isso, tentam passar em primeiro na chave. Decidirão a ponta segunda-feira, contra a Holanda, em São Paulo - um deles, caso o Brasil avance, será o adversário do time verde-amarelo nas oitavas. No mesmo dia, a Espanha, mergulhada em melancolia, enfrentará a Austrália em Curitiba.
O começo do fim
Em idos dos 46 minutos do primeiro tempo, quando das cadeiras do Maracanã começaram a reverberar gritos de “eliminado”, já era possível tirar do campo alguns simbolismos de tamanho fiasco: Iniesta, que magnetiza a bola com os pés, errando domínios; Diego Costa, que tantos gols faz, desperdiçando um chute depois do outro; Pedro, tão frio em decisões, provocando a torcida adversária; Casillas, fortaleza da maior Espanha de todos os tempos, falhando novamente; Xabi Alonso, serenidade em pessoa, dando entradas violentas. É que a Fúria desabou. Ela desmoronou, foi implodida como conjunto, como ideia de futebol, como filosofia. Fracassou o time que tanto encantou; apequenou-se o maior gigante dos últimos anos.
E toda essa percepção coube em tão pouco tempo, na brevidade de 45 minutos iniciais. Avisos não faltaram. Com menos de um minuto, Vargas quase colocou o Chile na frente – e Jara também, em cabeceio assustador logo depois. Mas em seguida a Espanha começou acontrolar o jogo, como faz desde 2008, quando ganhou a Eurocopa e pegou gosto pelos títulos. Deu a impressão de que poderia vencer. Só que talvez aí esteja a explicação central dessa passagem de ciclo da Espanha: de time que dominava por vontade própria a time que passou a dominar por vontade do adversário. Porque o Chile fez o mesmo que a Holanda: combateu o volume com agressividade; enfrentou com ação aquilo que se tornou mera retórica futebolística – correr o tempo todo para lugar nenhum.
O primeiro gol saiu aos 19 minutos, em rápida construção de Sánchez. A bola chegou a Aránguiz, que logo acionou Vargas. Caindo, o atacante desviou de Casillas e fez 1 a 0.
Charles Aranguiz gol jogo Espanha x Chile (Foto: Reuters)Aranguiz chuta de bico para fazer o segundo gol do Chile no Maracanã (Foto: Reuters)
A Espanha pareceu não se abalar. Seguiu jogando em seu estilo: Diego Costa mais fixo na frente, sustentado por três figuras em uma linha pouco atrás: Pedro, a melhor delas, David Silva e Iniesta. Surgiram chances, mas nenhuma delas límpida, e especialmente o atacante brasileiro não soube aproveitá-las.
E aí ruiu de vez o mundo espanhol. Aos 43 minutos, Sánchez bateu falta. Casillas voou na bola e espalmou. Mas para dentro da própria área. Aránguiz, no rebote, de bico, fez 2 a 0. O Maracanã viveu momentos de surto – de puro êxtase para os dezenas de milhares de apoiadores do Chile: os próprios chilenos e os brasileiros, dispostos desde o início a infernizar os (atuais até 13 de julho) campeões mundiais.
Nem em seu pior pesadelo a Espanha poderia imaginar que seria tão visitante no Brasil...

Adeus à campeã
O segundo tempo serviu apenas para confirmar a despedida da campeã. A Espanha tentou reagir. Não é um time acostumado a perder, afinal. Mas em vão. As entradas de Koke no lugar de Xabi Alonso e depois de Fernando Torres na vaga de Diego Costa foram apenas acessórios em uma tarde toda voltada para a glória chilena. A vaia que o brasileiro levou ao ser substituído foi uma agulhada no tímpano – de tão forte. Que péssima Copa ele fez...
O Chile poderia ter ampliado. Encaixou contra-ataques perigosíssimos, como a Holanda fizera na goleada de 5 a 1, mas foi menos hábil na conclusão. A Espanha também teve chances, em especial uma com Busquets, que, vá saber, poderia ter mudado o destino do jogo. Quase dentro do gol, ele chutou para fora.
O resto foi espera: cantorias, gritos de olé, humilhação para uma Espanha tão habituada a ser melhor que todos. E o barulhinho do relógio sempre presente, tic-tac, tik-taka, tic-tac, tik-taka, anunciando o adeus a uma equipe que entrou para a eternidade espanhola, que foi lendária, mas que uma hora teria que se reinventar.
Pois a hora chegou.
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Holanda vence Austrália e se classifica

Quem disse que seria fácil? Para quem goleou a atual campeã mundial Espanha por 5 a 1 na estreia, foi um sofrimento muito maior que o esperado contra a Austrália, nesta quarta-feira, no Beira-Rio. Em um jogo de igual para igual, os Socceroos foram para cima e quase frearam o embalo da poderosa Holanda. Mas a Laranja Mecânica se reencontrou no fim, e Robben, Van Persie e Memphis Depay quebraram um tabu de nunca terem derrotado o rival - foi o quarto confronto entre eles, o primeiro em Copas do Mundo. Cahill, com um golaço, e Jedinak, de pênalti, puseram os gols australianos no marcador, que acabou em 3 a 2 para os holandeses.

Diante de muita festa dos 42.877 presentes, entre eles a família real holandesa, com o rei Willem Alexander e a rainha Máxima Zorreguieta, os europeus garantiram na vaga nas oitavas de final do Mundial. A classificação foi selada com a derrota da Espanha diante do Chile, um pouco mais tarde, no Maracanã. Já a Austrália viu qualquer chance se encerrar. Na próxima rodada, a Holanda enfrentará o Chile na Arena Corinthians, em São Paulo, às 13h da próxima segunda-feira. O duelo vale o primeiro lugar do Grupo B. Já a Austrália encara no mesmo dia e horário a Espanha na Arena da Baixada, em Curitiba.
Desta vez não houve problema no sistema de som. Enfim, o Beira-Rio foi batizado com a execução dos hinos nacionais em uma Copa do Mundo. Uma cerimônia que teve os torcedores que lotaram o estádio todos de pé e cantando a plenos pulmões e muitos aplausos. De arrepiar australianos, holandeses e também os brasileiros, maioria colorados, que deram continuamento aos cânticos com gritos de "vamos, vamos, Inter" em alto e bom som. Uma espécie de terceiro hino à capela dos donos da casa para encerrar o batismo.
Brilho de Robben ofuscado por pintura de Cahill
Mister simpatia holandês no Brasil, Van Persie confirmou a lua de mel com a torcida e foi o mais ovacionado desde que apareceu no telão durante o anúncio da escalação. A boa fase dele ganhou até o cara e coroa na hora de escolher bola ou campo. Mas quem disse que seria fácil? No jogo em si o camisa 9 desta vez não brihou. E enquanto o ataque holandês errava, o australiano dava trabalho. Cahill apertou duas bolas recuadas para o goleiro e por pouco não a roubou. Leckie e Bresciano também se entendiam bem perto da área e complicavam a defesa europeia.
Holanda x Austrália -  Memphis Depay e Van Persie (Foto: Reuters)Memphis Depay e Van Persie celebram um dos gols da Holanda (Foto: Reuters)
Os Socceroos começaram melhor. E a torcida brasileira presente apoiou e começou a vaiar os holandeses. Só que quando o time errava passes e lançamentos, as vaias eram ainda maiores. O público em geral não perdoou as falhas, reclamou a cada erro. De certo, os fãs queriam ver o espetáculo que a Laranja Mecânica deu na estreia para pessoas que pagaram o mesmo valor que eles pelo ingresso. Com a Holanda, Van Persie e Sneijder pouco inspirados, a esperança caiu nos pés do velocista Robben.
Dono de arrancadas de causar inveja até a Usain Bolt, o atacante foi o mais perigoso realmente. Quando deu o pique para cima de Wilkinson deixou o zagueiro comendo poeira. Mas se enrolou com as próprias pernas e acabou perdendo o que seria a primeira chance de perigo do jogo. Vaias para ele minutos antes dos aplausos. Na segunda oportunidade ele foi o velho Robben que o mundo conhece, fintou o mesmo Wilkinson com o corpo, ganhou na corrida e bateu na saída do goleiro, aos 19. Foi o terceiro gol do camisa 11 em dois jogos.Placar de 1 a 0 e um comentário na arquibancada: "Agora já valeu o ingresso".
Mal sabia este torcedor que o bilhete valorizaria mais um minuto depois. McGowan lançou nas costas da dupla de zaga na área, e Cahill pegou de primeira. Um foguete que passou pelas mãos de Cillessen, carimbou o travessão e caiu dentro do gol. Golaço que até os holandeses, pertinho da jogada, devem ter tido vontade de aplaudir. Já Robben ficou uma fera no meio de campo. E poderia ter ficado pior para a Holanda. Bresciano apareceu livre numa sobra de bola e encheu o pé por cima da baliza. O zagueiro Spiranovic também surgiu sem marcação num cruzamento na área, mas errou a conclusão. Quem disse que seria fácil?
Momento de apreensão interrompe festa da torcida
Com 49% de posse de bola, os Socceroos fizeram frente para a poderosa Holanda e despertaram até os gritos de "olé". Mas o clima de festa, com direito a duas olas seguidas, foi interrompido abruptamente no fim. Cahill entrou com muita vontade numa dividida com Bruno Martins Indi, que levou a pancada e a pior. Bateu com o rosto na queda, ficou desacordado e precisou ser retirado de maca da partida. Memphis Depay foi chamado às pressas para substituir seu companheiro. O clima de apreensão foi tanto que até o técnico Van Gaal entrou em campo para tentar acudir seu jogador, e o público ficou em silêncio nos minutos finais de bola rolando.
Cahill levou amarelo pela falta e ficou suspenso para a partida contra a Espanha. Quem também não vai jogar na última rodada do Grupo B será Van Persie. O cartão por deixar o braço no rosto do adversário simbolizou a atuação ruim do atacante até aquele momento.
Holanda x Austrália -  Mile Jedinak (Foto: Getty Images)Mile Jedinak bate o pênalti. Àquela altura, a Austrália vencia o jogo (Foto: Getty Images)
Diferente de Van Gaal, o técnico Postecoglou ficou em pé o jogo inteiro. Nervoso. Afinal, uma segunda derrota poderia significar a eliminação da equipe. Resolveu mexer logo no começo do segundo tempo. Colocou Bozanic no lugar de Bresciano e deu certo. Na primeira jogada, foi ao fundo e viu sua tentativa de cruzamento pegar na mão de Janmaat. Pênalti marcado sob muita reclamação holandesa. O capitão Jedinak converteu com muita categoria e virou o jogo para a Austrália aos nove minutos. Vibração efusiva no gramado e na arquibancada. Quem disse que seria fácil para a Holanda?
Van Persie acorda a Laranja Mecânica
Até então apagado, Van Persie precisou acordar para acordar o próprio time. O camisa 9 recebeu na área se aproveitando de uma linha de impedimento errada da defesa e, num lampejo, acertou o chute para deixar tudo igual de novo aos 12 minutos. Aí o jogo esquentou. Cahill, antes de ser substituído por Halloran, interceptou um passe no ataque, abriu para Oar cruzar do fundo, mas De Vrij cortou de cabeça para consertar a bobagem holandesa. Depois, em outro roubada de bola, Bozanic cruzou para Leckie livre na segunda trave, mas ele quis tentar um golaço de peito e acabou recuando para o goleiro. Faltou usar a cabeça, literalmente.
E a punição aconteceu logo no lance seguinte. Substituto de Bruno Martins Indi, Memphis Depay se aproveitou da liberdade na intermediária australiana e chutou no cantinho. Contou ainda com a cooperação do goleiro Ryan, estreante em Copas do Mundo, para virar o jogo de novo para a Holanda, aos 23. O carrossel holandês, enfim, reviveu seus melhores momentos da estreia e criou ótimas chances com De Jong e Robben. Só faltou caprichar na finalização.
Nos minutos finais, Van Gaal colocou Lens em campo - atacante que treinou entre os titulares na véspera da partida, mas não passou de um blefe do treinador. Van Persie saiu, sob algumas vaias. Mas Lens não teve tempo para fazer nada. E a Austrália também não. Os Socceroos sentiram o golpe como um pugilista no ringue. Tão perto da vitória, a derrota saiu mais cara do que encomenda para um time que lutou muito em campo. Os holandeses agradecem, mesmo não tendo sido fácil.
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Brasil não agrada e fica no 0 a 0 com o México


Brasileiros e mexicanos não mereciam um empate por 0 a 0. O resultado da partida entre Brasil e México, nesta terça-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza, pela segunda rodada do Grupo A da Copa do Mundo, foi até justo pelo que as equipes mostraram dentro de campo. Mas pelo que os torcedores fizeram na arquibancada, ir embora para casa sem a vibração ímpar de um gol talvez tenha sido uma injustiça muito grande. Os visitantes podem culpar a falta de pontaria, enquanto os anfitriões só têm um nome para apontar como culpado: Ochoa. O goleiro parou a Seleção.
As quatro defesas do mexicano em duas conclusões de Neymar, uma de Paulinho e outra de Thiago Silva foram decisivas para o placar não ser alterado. Um show à parte, à altura daquele protagonizado pelos torcedores na arquibancada da Arena Castelão.
Guillermo Ochoa Brasil x Mexico (Foto: Reuters)Ochoa defende cabeçada à queima-roupa de Thiago Silva aos 40 minutos do 2º tempo (Foto: Reuters)
Desde muito cedo, brasileiros e mexicanos dividiram as ruas de Fortaleza esbanjando simpatia e alegria. A capital nacional do humor ganhou esse presente. Visualmente era possível ver que havia mais brasileiros do que mexicanos entre os mais de 60 mil presentes, mas sonoramente a briga foi grito a grito.
Foi preciso até mesmo os brasileiros imitarem o xingamento de "p.." no tiro de meta adversário para igualar a briga. Olé, vaias, aplausos, músicas bem-humoradas, “sou brasileiro com muito orgulho”... Não faltou agitação no público. Uma pena que o 0 a 0 prevaleceu. Foi o primeiro tropeço de Luiz Felipe Scolari à frente da Seleção em Copas do Mundo. Nos oito jogos anteriores, contando a campanha do pentacampeonato em 2002 e a estreia na quinta-feira passada, o treinador saiu de campo com a vitória.
A Seleção volta a campo na próxima segunda-feira, enfrenta Camarões, às 17h (de Brasília), no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Independentemente do resultado entre africanos e croatas nesta terça-feira, na Arena da Amazônia, às 19h (de Brasília), o Brasil joga pelo empate na última rodada para se classificar às oitavas.
Ochoa frustra Neymar
O desafio na arquibancada já estava lançado havia tempos, desde que os portões do Castelão foram abertos. Restava saber como os jogadores se comportariam dentro de campo, tamanha a agitação dos torcedores. Destemido, o México foi para o ataque nos primeiros minutos. Foi também para cima de Neymar, caçado pelos rivais
Brasil x México Neymar falta (Foto: Jefferson Bernardes)
A iniciativa mexicana fez a Seleção, ainda lenta, buscar rapidez. Dependente das boas jogadas de Neymar ou das armadas por Oscar, o Brasil chegou com perigo aos dez minutos. O meia recebeu de Marcelo e tocou para Fred finalizar. A bola bateu na rede pelo lado de fora e enganou o auxiliar – ele chegou a correr para o meio como se sinalizasse gol, mas depois marcou impedimento (assista ao lance no vídeo ao lado).
Enquanto mexicanos e brasileiros disputavam grito a grito e hegemonia da arquibancada, dentro das quatro linhas o Brasil cresceu de produção. Mas ainda longe de levar muito perigo a Ochoa. No primeiro lance mais agudo, o goleiro mexicano protagonizou uma das defesas mais lindas da Copa até agora, após cabeçada de Neymar.
Guillermo Ochoa Brasil x México (Foto: AP)Ochoa busca no canto, perto da trave, a bola cabeceada por Neymar (Foto: AP)
Sem Hulk, poupado por causa de um problema na coxa esquerda, Felipão iniciou com Ramires pelo lado direito do ataque. Mas o inverteu com Oscar na metade final do primeiro tempo. Ficou claro, no entanto, que faltava algo à Seleção. Monotemático, o México só arriscava de longe. Também faltava algo.
Ao menos no primeiro tempo, a criatividade dos torcedores na arquibancada não transferiu para dentro de campo o mesmo clima. Só mesmo Ochoa dava seu show à parte. Antes do intervalo, fez mais uma defesa, mais discreta, porém, decisiva também, quando salvou de joelho conclusão de Paulinho em passe de peito de Thiago Silva após cobrança de falta para a área.
Guillermo Ochoa, Paulinho eDavid Luiz Brasil x Mexico (Foto: Getty Images)Com os braços junto ao corpo, Ochoa sai do gol e salva conclusão de Paulinho (Foto: Getty Images)
Alegria se transforma em frustração
Para que a euforia da torcida se fizesse presente dentro do gramado, Felipão apostou no garoto que, segundo ele, tem "alegria nas pernas". Bernard entrou na vaga de Ramires no intervalo. Logo em seu primeiro lance, o atacante fez a massa verde-amarela se levantar. Mas sua arrancada, seguida de cruzamento para Neymar, não deu certo.
Neymar Brasil x México (Foto: Reuters)Neymar na rede depois de mais um lance frustrado no ataque da Seleção (Foto: Reuters)
Não deu certo também a tentativa do Brasil de pressionar o México. Pelo contrário. Foi o time adversário que empurrou a Seleção para o campo de defesa. Mesmo que com sua única jogada de perigo (o chute de fora da área), os mexicanos fizeram Felipão parar com os braços cruzados na área técnica e olhar de reprovação ao time.
Foi preciso uma cobrança de falta para dar fôlego novamente ao Brasil. Aos 17 minutos, depois de incômoda pressão mexicana, Neymar bateu colocado, assustando Ochoa. Era preciso mais. Felipão, então, resolveu mudar o centroavante: saiu Fred para a entrada de Jô. Aplausos e vaias se misturaram na saída do camisa 9.
Guillermo Ochoa jogo Brasil x México (Foto: Reuters)Paredão, Ochoa afasta a bola da rede até de olhos fechados durante Brasil x México (Foto: Reuters)
Na base da correria, a Seleção continuou tentando. Mas parou em Ochoa. De novo. O goleiro mexicano defendeu outro chute de Neymar e frustrou a torcida cearense. Em seguida, sozinho diante do camisa 13, Jô se precipitou ao receber de Bernard livre dentro da área e concluiu torto.
Felipão fez a última substituição, trocando Oscar por Willian. Mas do outro lado Ochoa continuava em campo, parando a Seleção. Aos 40, o goleiro buscou outra cabeçada certeira, de Thiago Silva, em cobrança de falta pela ponta de Neymar.
E os mexicanos ainda assustaram a torcida brasileira duas vezes antes do apito final, em chutes cruzados de Guardado e Jiménez. Mas Julio César também apareceu bem.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

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Irã e Nigéria protagonizam o primeiro empate da Copa do Mundo no Brasil

Se a animação da torcida curitibana entrasse em campo, Irã e Nigéria não teriam feito o primeiro jogo sem gols - foi também o primeiro empate - da Copa do Mundo no Brasil. Coube às duas seleções o fardo de apresentarem um espetáculo bem abaixo da média na Arena da Baixada, pelo Grupo F, para desespero dos espectadores que encheram a arquibancada e vaiaram muito as equipes após o apito final.

A falta de pontaria das duas equipes, principalmente da Nigéria, contrastou com o que foi visto até então na Copa. Nas 12 primeira partidas, incluindo Alemanha 4 x 0 Portugal, a média de gols era de 3,4 por jogo. Agora, caiu para 3,1.
O empate por 0 a 0 é um resultado ruim para Irã e Nigéria, inferiores às duas outras concorrentes da chave - que teve Argentina 2 x 1 Bósnia na noite desse domingo. Na rodada seguinte, os iranianos enfrentam os hermanos, no sábado, às 13h (de Brasília), no Mineirão. No mesmo dia, às 19h, na Arena Pantanal, as Super Águias encaram Dzeko e companhia.
Cientes de que Curitiba não teve muita sorte de contar com jogos de grandes seleções (das favoritas, apenas a Espanha joga na cidade, contra a Austrália, na última rodada), os torcedores trataram de empurrar as duas equipes para o gol. Não houve preferência: quem estivesse atacando ganhava o apoio da arquibancada.
 Alireza Haghighi e Joseph Yobo jogo Irã x Nigéria (Foto: Reuters)

Nigéria domina, mas pouco ameaça
Melhor tecnicamente, a Nigéria tomou a iniciativa da partida desde o início. Atuando mais recuado do que de costume nas Super Águias, Mikel iniciava todas as jogadas dos africanos, enquanto o Irã se contentava em defender na própria intermediária e esperar por um contra-ataque puxado por Ghooch.
O problema é que o centroavante iraniano estava isolado demais. Em certos momentos, ele até conseguia levar vantagem sorte os marcadores, mas seus companheiros demoravam para se apresentar, e a Nigéria retomava a bola com facilidade.
Se destruir estava fácil, as Super Águias encontraram muita dificuldade para construir jogadas. O trio de ataque formado por Musa, Moses e Emenike esbanjava disposição, mas não se entendia. O jeito era apelar para o individualismo, como aos três minutos, quando o atacante do Chelsea invadiu a área pela esquerda e chutou fraco para defesa de Haqiqi.
Com a Nigéria sem inspiração, coube ao Irã ter a melhor chance do primeiro tempo. Em cobrança de escanteio pela direita, Ghooch subiu livre na primeira trave e cabeceou para ótima defesa de Enyeama, aos 33 minutos. Muito pouco para o gosto da torcida, que vaiou após o árbitro Carlos Vera apitar o fim do primeiro tempo.
John Obi Mikel jogo Irã x Nigéria (Foto: Getty Images)
Torcida perde a paciência com erros
A insatisfação se transformou em desespero na etapa final. A Nigéria seguiu com maior domínio territorial, mas errava demais no último passe e nas conclusões. Nem a entrada do grandalhão Ameobi no lugar de Moses aumentou o poderio ofensivo das Super Águias, que começaram a irritar o público. Um vacilo do lateral Ambrose na hora do cruzamento rendeu ao jogador uma reprovação em uníssono dos torcedores. Erros de domínio de bola, passes equivocados, chutes tortos... tudo virou motivo para vaias.
O Irã, fiel à sua estratégia, continuava chegando pouco, apostando demasiadamente em Ghooch, que incomodava na medida do possível a zaga nigeriana, mas não contava com a colaboração do parceiro Dejagah.
Como as coisas não melhoravam em campo, os torcedores desistiram da partida. Nos minutos finais, entre uma cabeçada fraca de Ameobi e um passe errado de Dejagah, o público começou a cantar músicas exaltando o orgulho de ser brasileiro. Que não sejam novamente decepcionados, desta vez pela Seleção, na terça-feira.

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Com 3 gols de Muller, Alemanha golea o Portugal de Cristiano Ronaldo

O dia começou com uma notícia motivadora para os alemães: o ex-piloto de Fórmula 1 e ídolo Michael Schumacher saiu do coma após quase seis meses. E pode-se dizer que em campo sua seleção tratou de homenageá-lo, acelerando e decidindo o jogo contra Portugal no primeiro tempo. Principalmente por parte de Thomas Müller, autor do primeiro hat-trick da Copa do Mundo e nomeado o melhor em campo. Os três gols do atacante do Bayern de Munique deixaram a equipe de Cristiano Ronaldo como o retardatário do Grupo G após os 4 a 0, nesta segunda-feira, na Arena Fonte Nova.
Hummels fez o outro e determinou que, até aqui, Salvador é a cidade das goleadas do torneio – na última sexta-feira, a Holanda aplicou 5 a 1 em cima da campeã Espanha. A Alemanha, soberba mesmo diante de todas as preocupações com o clima, é a líder da chave, com três pontos. Portugal, por sua vez, precisa se recompor. Não bastasse ser goleado na estreia, perdeu Hugo Almeida e Fábio Coentrão, que saíram lesionados, e viu Pepe ser expulso após tentar intimidar Müller com uma leve cabeçada.
As duas seleções voltam a campo no próximo fim de semana. Sábado, a Alemanha enfrenta Gana na Arena Castelão, em Fortaleza, às 16h (de Brasília). Portugal encara os Estados Unidos na Arena da Amazônia, domingo, às 19h.
Thomas Muller Khedira e Gotze alemanha gol Portugal Arena Fonte Nova (Foto: Agência Reuters)

Foi uma bela maneira de também atingir uma marca histórica sob os olhares da chanceler Angela Merkel, que viajou basicamente para acompanhar a estreia de seu país. A Alemanha, tricampeã, chegou aos 100 jogos em Copas do Mundo, à frente inclusive do Brasil. Em 11 das 17 edições, os europeus acabaram entre os três melhores. Venceram agora 61 vezes, com 19 empates e 20 derrotas.
Alemanha, sua casa é aqui
É claro que estava quente. De acordo com o site da Fifa, 26ºC, 80% de umidade e uma sensação de que havia um sol para cada um dos 22 jogadores em campo. Os alemães, tão acostumados ao frio, mostraram que já fizeram da Bahia o seu recanto. Correram, principalmente no setor ofensivo, deixando clara a intenção de Joachim Löw em não prender algum homem ali – seja ele um falso 9, até porque os dois originais, Klose, pelo estilo, e Schürrle, pela camisa, ocupavam um lugar no banco.
Bastian Schweinsteiger também estava por lá, mas sem roupa de jogo – o problema no pé-esquerdo não era mesmo tão simples. Marco Reus, maior esperança da geração, assistia à partida de sua casa, em Dortmund, com um gesso imobilizando seu pé lesionado. Para a Alemanha, a abundância de jogadores brilhantes faz suas ausências sequer serem sentidas em jogos teoricamente cascudos como este.
Foi Portugal quem mais incomodou nos primeiros minutos, porém. O contra-ataque era uma arma para tentar ludibriar a marcação compacta dos alemães. Cristiano Ronaldo, logo aos sete, forçou Neuer a praticar boa defesa. Pouco antes, Hugo Almeida, em devolução do camisa 7, também havia assustado. Pepe e Rui Patrício fizeram o mesmo, mas do outro lado, o que ocasionou numa saída de bola à pronta-entrega para Khedira. O volante emendou de primeira e por centímetros não abriu o placar.
Seria questão de tempo. Numa linda troca de passes de Müller e Boateng, Götze recebeu na grande área e foi levemente deslocado por João Pereira. Pênalti para Müller marcar o seu sexto gol em Copas do Mundo – aos 24 anos. A bola entrou no canto direito de Rui Patrício.
É Portugal, não Real Madrid
Portugal tinha como alternativa os cruzamentos para Hugo Almeida tentar se virar sozinho. O problema é que era Nani o responsável por boa parte deles – quando não levantou a bola, conseguiu assustar com um chute de fora da área. Jogar em sua seleção é como um choque de realidade para Cristiano Ronaldo, um grande teste de paciência para quem está acostumado a ter Gareth Bale, Benzema e Di María como companheiros no Real Madrid. Como adultos e crianças, galácticos e coadjuvantes. Ainda assim, o português esteve abaixo do reconhecido nível de melhor do mundo, isolado na ponta-esquerda, e terminaria a primeira etapa sob mais vaias que aplausos.
cristiano Ronaldo portugal e Alemanha Arena Fonte Nova (Foto: Agência Reuters)

Era fácil explicar. A Alemanha dominava o jogo e já construía grandes oportunidades. Numa delas, Özil rolou para Götze chegar batendo – João Pereira, desta vez, cortou na bola. O escanteio terminou com um gigante Hummels, zagueiro de classe e técnica, subindo mais do que Pepe. Os portugueses teriam mais uma chance para tentar mudar qualquer cenário, mas Coentrão, sabe-se lá por que, optou pelo toque quando tinha só Neuer em sua frente.
Portugal acabou punido pela péssima escolha do lateral. No lance seguinte, Müller caiu após o braço de Pepe atingir o seu rosto. O zagueiro provavelmente pensou que estava num jogo de Campeonato Espanhol, com a camisa do Real Madrid, e deu uma leve cabeçada como intimidação. O árbitro Milorad Mazic reagiu com um cartão vermelho. Entregues, os lusos ainda sofreriam o terceiro graças ao faro de gol de Müller: o camisa 13 dividiu com Bruno Alves e emendou de canhota, já nos acréscimos.
Müller se isola na artilharia
Portugal não era um esboço do que Paulo Bento planejava quando concedeu entrevista coletiva na véspera. O lance em que Nani e Coentrão se esbarram na grande área resume o dia infeliz de Cristiano Ronaldo e seus amigos. O camisa 7 até tentou aparecer mais, mas suas conclusões sequer tiveram a direção do gol – uma cobrança de falta patética em especial chamou a atenção e as vaias. Para piorar, Coentrão se lesionaria sozinho ao tentar alcançar uma bola praticamente perdida. A mão na virilha indica uma preocupação extra para a sequência do Mundial.
A Alemanha praticamente não tinha mais preocupações. Voltou decidida a evitar o desgaste, passar o tempo, explorar contra-ataques. Özil, aos seis, perdeu a chance de calar alguns críticos. Götze, quem dera o passe anterior, também não balançou as redes aos 24. Mas Müller, em grande tarde, mostrou como se deve fazer. Mal foi exigido, é bem verdade: apenas completou o rebote de Rui Patrício em cruzamento de Schürrle, atirando-se na pequena área. Na falta de um 9, o mais jovem goleador alemão marcou sua presença para liderar também a tabela de artilharia da Copa com o primeiro hat-trick.

sábado, 14 de junho de 2014

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Conheça o spornosexual!



Depois dos goys – homens que se relacionam com homens mas não se consideram gays -, mais um termo surge para rotular um grupo masculino: spornosexual, o novo metrossexual. Em entrevista ao “Telegraph”, o jornalista Mark Simpson – que criou o rótulo metrossexual em 1994 – revelou que a nova expressão é uma combinação de esporte com pornografia, para homens musculosos que estão mais preocupados em despertar o desejo por seus corpos do que com o guarda-roupa ou a inteligência. Ele exemplifica, citando rapazes que adoram tirar selfies sem camisa, como o reality star Dan Osborne, o ator David McIntosh e o jogador Cristiano Ronaldo. Confirmando a nova moda, em 2013 os homens britânicos gastaram muito mais em sapatos do que as mulheres. Além disso, os produtos para cabelo, pele e perfumaria viraram obsessão desses caras. E então, o que acha desse novo grupo masculino?



FONTE: Glamurama
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Colômbia fecha com chave de ouro

Colômbia



No Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, Colômbia goleia Grécia por 3 à 0, sem chances para a Grécia. Abrindo o placar, Pablo Arméro faz o primeiro gol da partida, Cuadrado rola a bola para o centro da área, Armero chega, chuta para o gol, a bola bate em Manolas e entra. E ainda gol de Teófilo Gutiérrez Rodríguez. Após cobrança de escanteio, a bola passa por todo mundo, desvia e sobra para Gutiérrez completar para o gol. E como se já não basta-se, já no final do jogo Após cobrança de falta rápida, Cuadrado rola de costas para Rodríguez bater colocado para o fundo do gol de Karnezis.

Uma grande estreia para a seleção Colômbiana, que há 16 anos não disputava uma Copa do mundo.